17.6.09

Ladrões de Carros

Estamos cansados de saber que político é ladrão. É uma regra. O que chega lá honesto acaba sendo corrompido e o que se diz honesto sempre tem um baita telhado de vidro.

O que as pessoas não se dão conta é de que os maiores ladrôes da sociedade não estão no Congresso. Nem nas favelas. Muito menos nos presídios, é claro. Os maiores bandidos do Brasil estão na indústria de automóveis.

Não estou falando de fabricantes de veículos, mas sim de tudo que os rodeia.

Tem maior bando de vagabundos do que os sindicalistas do setor? Basta lembrar que nosso presidente butequeiro vem de lá. São piqueteiros, agitadores que sonham em se eleger vereadores por Diadema - a Teerã brasileira.

Tão nojentos quanto eles são as pessoas de concessionárias. Eles sabem a merda que estão vendendo, mas ainda assim, gostam de iludir os compradores incautos falando maravilhas sobre a merda sobre rodas que vendem lá.

Existe um sub-grupo pior ainda: os vendedores de carros usados. Se você vir um vendedor de carro usado, faça um favor a sociedade e mate o desgraçado. Tenho quase certeza que ninguém te prenderá por isso (mas não me responsabilizo). Os cretinos são tão malandros, que mudaram o nome do usado para "semi-novo". Tipo a Caroline Miranda, na fase "semi-virgem", sabe?
Os arrombados voltam o hodômetro, sabem que o carro está cheio de massa de funilaria e enganam os mais bobos com conversa mole, camisas da Colombo e perfumes piratas.

Aliás, fica a dica: quando vir um pobre de terno e perfumado, fuja. Ele vai querer te vender um carro, um seguro ou um plano de celular. Em todos os casos, está querendo te passar a perna pra subir na vida.

Cavocando ainda mais, encontramos outro grupo de ladrões desse filo: os vendedores de acessórios. Esses lugares que instalam insulfilm, engate, som, só tem picareta. São tão qualificados quanto entregadores de água mineral, mas em vez de água de torneira, vendem quinquilharias e pedras de crack. Tenho certeza.

Não preciso te lembrar dos mecânicos, né? Você já sabe que quando seu carro quebra, o prejuízo será muito maior que o que deveria, afinal o cara vai inventar um monte de problemas que seu carro não tem. E se bobear, vai trocar peças boas por quebradas, pra você ter que voltar lá em breve.

A turma das seguradoras então nem se fala. Você paga uma fortuna pelo seguro, a franquia é sempre uma bica e eles nunca cobrem nada. Peritos, corretores, enfim... só tem desgraçado.

A essa altura, sei que você não quer nem ler sobre donos de auto-escolas, marronzinhos da CET, os vagabundos do Detran e por aí vai. Todos ladrões, mal-intencionados e vivem as custas das leis nojentas que regem o patropi.

Sei, meus amigos, que é preciso ter um carro no Brasil. Apesar de tudo que falei, não gostaria de ver nenhum de vocês andando de ônibus ou metrô. Mas sempre desconfiem daquele babaca que adora carros. Se ele perguntar quantos cavalos tem o seu motor, jogue-o na frente de um ônibus. Livre-se de todos seus amigos que lêem a Quatro Rodas. E segundo nossa Jihad automotiva, jamais dê para seu filho um carrinho de brinquedo. A gente nunca sabe quem são os filhos da puta em potencial.

1 comentários:

OZ disse...

Mas e o Henry Ford, esse cara entra no topo da árvore? E os donos de SUV? E as mulheres?!? Meu deus, as mulheres.... mulheeeeeeeres... ãããããã.....

Eu acho que o único cara que tem méritox em relação aox carrox é o Uri Geller. Se existissem milhõex de Uri Gellers, martelinho tava fowdido e custaria umas moedinhas, tortas talvez.