O pretenso entendido de vinho - ou enólogo - adora falar das diferentes uvas e safras, blends e processos de fermentação. Tudo para tentar nos demover do óbvio: tirando tinto de branco e Chapinha de todo o resto, vinho é tudo igual.
Sabemos que essa história de aroma achocolatado e textura aveludada faz parte do auto-engano. Você repete uma asneira até os outros e você mesmo começarem a acreditar.
Claro que o vinho não é o único a sofrer desse mal. Está na moda agora essa onda de baristas, nome dado ao sujeito que não acha que café é tudo igual. Para eles, depende do tipo de grão, a altitude da plantação, como foi torrado, como foi moído, como foi embalado... tudo para resultar naquela mesma merda preta com gosto de queimado, que sua avó comprava na mercearia e coava na ceroula do seu avô.
Também tem a cerveja. Todo mês, a revista VIP vem com alguma bobagem do gênero de diferentes tipos e classificações de cerveja. E tem o bobinho que paga 20 reais numa garrafa de Stella Artois e acha que está tomando algo muito melhor que uma Nova Schin.
Nem percamos tempo falando de outros exemplos como rodízio de carne, salada, colchões, detergentes e shampoos.
É o mal do mundo Web 2.0. Todo mundo quer meter seu bedelho em tudo e fica inventando moda. Falamos que somos todos iguais, mas tipos de vinho existem mais de 50. As mulheres se recusam a trocar um batom da MAC por um da Juriti, mas, pra elas, homem é tudo a mesma merda.
Existe o Toddy sabor banana, a Ruffles sabor churrasco e a água sabor maracujá. Tudo pra contrariar que Toddy é Toddy, Ruffles é Ruffles e água é água.
E no meio disso tudo, meu Deus, ninguém faz a única pergunta que importa: como ficam os japoneses?
2 comentários:
Hahahahaha....sensacional!!!!!
pq vc não começa a torcer pro guarani? e a tomar outros guaranás!
Postar um comentário