A notícia mais velha da semana é a vitória de Dado Dolabella no programa A Fazenda, da Record. De tudo que eu li a respeito, a maior parte era de pessoas indignadas com o resultado.
Em primeiro lugar: Bem feito! Se fudeu! Ninguém manda ficar assistindo a essa merda!
Em segundo lugar, falando ainda de TV, alguém realmente merecedor já ganhou algum reality show? Big Brother, Fama, Ídolos, Fazenda, etc? Claro que não. Quem acompanha essas merdas é retardado e com certeza escolhe mal.
Além disso, devemos lembrar que escolher mal, em qualquer área, é uma síndrome do povo brasileiro, de todas as classes, cores, sexos e credos.
Basta lembrar que as duas maiores torcidas do Brasil são as do Corinthians e do Flamengo. Não tinha times piores para escolher.
Todos esses polítcos que você xinga foi você que elegeu e, muito pior, re-elegeu. Inclusive, no plebiscito de 1993, você votou no Presidencialismo, né? Se tivesse votado na Monarquia, só teria que xingar o Rei.
No Brasil, preferem ir num rodeio do que no teatro (e olha que eu ODEIO teatro!), preferem colocar caixas do som no carro do que fazer um seguro para ele, preferem chamar uma mulher de rabetuda do que chamá-la pra tomar um café.
O emprego que você odeia, você que se candidatou. A sua namorada que não para de engordar foi você que xavecou. E seus amigos, que só pedem dinheiro emprestado, foi você que arrumou.
Não se esqueça: tudo que acontece na sua vida é culpa sua. Portanto, ao tomar uma decisão, pense bem e, depois que se decidir, faça ao contrário. Se sua vida é uma merda, ela só pode melhorar.
26.8.09
24.8.09
Segunda é sempre assim...
Toda noite de domingo é a mesma coisa: o mundo todo com a TV ligada, comendo o que sobrou do almoço e lamentando a chegada da segunda-feira. Não existe dia mais amaldiçoado que a pobre da segunda, o dia que marca a volta ao trabalho e o início daquela dieta que você vai abandonar depois de quatro dias.
O dia realmente não ajuda. Não tem futebol, não tem happy hour. Tem ressaca e o peso na consciência das cagadas do final de semana. Você não sabe se liga praquela mina meia-boca que você pegou na sexta e não está com saco de arrumar a bagunça do seu quarto.
No entanto, eu gosto das segundas-feiras. Elas tem aquela coisa de "Está no inferno, abraça o capeta!". Ta todo mundo de mau-humor e isso é ótimo para quem, como eu, odeia gente feliz.
Então aproveite pra deixar o carro na oficina, levar o edredon no 5 a Sec, dar aquele pulo de duas horas no cartório e fazer todas as coisas pentelhas da semana.
Segunda é o dia de celebrar o ruim da vida!
O dia realmente não ajuda. Não tem futebol, não tem happy hour. Tem ressaca e o peso na consciência das cagadas do final de semana. Você não sabe se liga praquela mina meia-boca que você pegou na sexta e não está com saco de arrumar a bagunça do seu quarto.
No entanto, eu gosto das segundas-feiras. Elas tem aquela coisa de "Está no inferno, abraça o capeta!". Ta todo mundo de mau-humor e isso é ótimo para quem, como eu, odeia gente feliz.
Então aproveite pra deixar o carro na oficina, levar o edredon no 5 a Sec, dar aquele pulo de duas horas no cartório e fazer todas as coisas pentelhas da semana.
Segunda é o dia de celebrar o ruim da vida!
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Motivações duvidosas
23.7.09
Use com moderação
Não é segredo pra ninguém que não gosto de velhos. Toda essa história de ter experiência, ser uma pessoa vivida e estar cansada é pretexto para furar filas e falar inconveniências durante as refeições.
Porém, se ainda assim você deseja ficar amigo de um deles, siga o meu breve compêndio para afinidade com senis:
1 - Sempre peça Soda Limonada e comente que você adora porque é azedinho;
2 - Comente que você gosta de Jota Quest porque eles são moços simpáticos e animadinhos;
3 - Diga que você adora ler a revista Seleções, pois tem reportagens muito interessantes.
4 - Elogie sempre o Luciano Huck, afinal ele tem cara de bom moço e você também adora a Angélica. Eles tem uma família linda;
5 - Lamente que fecharam os bingos. Comente que você se divertia, podia ganhar um dinheirinho e era uma ótima distração;
6 - Fale sempre dos bons tempos. E deixe eles comentarem que você ainda é jovem, tem muito pela frente e que eles tiveram uma vida muito dura.
Em qualquer circunstância, sempre use as palavras em negrito.
Elas representam tudo o que um velho precisa: um sabor azedinho na boca pra tirar o gosto dos remédios, pessoas simpáticas e animadinhas, que possam fazer o tempo passar mais depressa (já que eles não fazem nada da vida mesmo), a ilusão de que existem bons moços e famílias lindas, a lembrança de que sobreviveram a uma vida dura e a projeção em alguém que ainda vai viver bastante.
Não tem erro, meus amigos. Nunca poderei te ensinar a conquistar uma namorada, mas os velhos me adoram. E esse é o meu segredo.
Porém, se ainda assim você deseja ficar amigo de um deles, siga o meu breve compêndio para afinidade com senis:
1 - Sempre peça Soda Limonada e comente que você adora porque é azedinho;
2 - Comente que você gosta de Jota Quest porque eles são moços simpáticos e animadinhos;
3 - Diga que você adora ler a revista Seleções, pois tem reportagens muito interessantes.
4 - Elogie sempre o Luciano Huck, afinal ele tem cara de bom moço e você também adora a Angélica. Eles tem uma família linda;
5 - Lamente que fecharam os bingos. Comente que você se divertia, podia ganhar um dinheirinho e era uma ótima distração;
6 - Fale sempre dos bons tempos. E deixe eles comentarem que você ainda é jovem, tem muito pela frente e que eles tiveram uma vida muito dura.
Em qualquer circunstância, sempre use as palavras em negrito.
Elas representam tudo o que um velho precisa: um sabor azedinho na boca pra tirar o gosto dos remédios, pessoas simpáticas e animadinhas, que possam fazer o tempo passar mais depressa (já que eles não fazem nada da vida mesmo), a ilusão de que existem bons moços e famílias lindas, a lembrança de que sobreviveram a uma vida dura e a projeção em alguém que ainda vai viver bastante.
Não tem erro, meus amigos. Nunca poderei te ensinar a conquistar uma namorada, mas os velhos me adoram. E esse é o meu segredo.
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Educação Moral e Cívica
22.7.09
De volta
É amigos... dois longos meses de ausência e amargura. Confesso que minha vida fica mais triste sem escrever aqui.
De volta a Pousada, como manda o figurino, tentando escrever aqui com mais frequência. Muitas histórias cabeludas, opiniôes impertinentes e intrigas da oposição voltarão a povoar esse espaço. Portanto, sente a bunda na cadeira, tire os sapatos e fique a vontade.
Pra começar, um novo projeto de Pancho e seus amigos: o Belixcos e Magrelicious , um tumblr dedicado inteiramente as delicinhas de nossa vida, profissionais ou amadoras, que fazem qualquer homem lembrar, no meio de um dia de stress, que ele tem pinto.
Para minhas leitoras mulheres, não tenho muito a oferecer além de meu carinho, compreensão e e-mail de contato. Cite esse blog para ter descontos em nossa tabela de serviços.
Agradeço a compreensão.
De volta a Pousada, como manda o figurino, tentando escrever aqui com mais frequência. Muitas histórias cabeludas, opiniôes impertinentes e intrigas da oposição voltarão a povoar esse espaço. Portanto, sente a bunda na cadeira, tire os sapatos e fique a vontade.
Pra começar, um novo projeto de Pancho e seus amigos: o Belixcos e Magrelicious , um tumblr dedicado inteiramente as delicinhas de nossa vida, profissionais ou amadoras, que fazem qualquer homem lembrar, no meio de um dia de stress, que ele tem pinto.
Para minhas leitoras mulheres, não tenho muito a oferecer além de meu carinho, compreensão e e-mail de contato. Cite esse blog para ter descontos em nossa tabela de serviços.
Agradeço a compreensão.
17.6.09
Ladrões de Carros
Estamos cansados de saber que político é ladrão. É uma regra. O que chega lá honesto acaba sendo corrompido e o que se diz honesto sempre tem um baita telhado de vidro.
O que as pessoas não se dão conta é de que os maiores ladrôes da sociedade não estão no Congresso. Nem nas favelas. Muito menos nos presídios, é claro. Os maiores bandidos do Brasil estão na indústria de automóveis.
Não estou falando de fabricantes de veículos, mas sim de tudo que os rodeia.
Tem maior bando de vagabundos do que os sindicalistas do setor? Basta lembrar que nosso presidente butequeiro vem de lá. São piqueteiros, agitadores que sonham em se eleger vereadores por Diadema - a Teerã brasileira.
Tão nojentos quanto eles são as pessoas de concessionárias. Eles sabem a merda que estão vendendo, mas ainda assim, gostam de iludir os compradores incautos falando maravilhas sobre a merda sobre rodas que vendem lá.
Existe um sub-grupo pior ainda: os vendedores de carros usados. Se você vir um vendedor de carro usado, faça um favor a sociedade e mate o desgraçado. Tenho quase certeza que ninguém te prenderá por isso (mas não me responsabilizo). Os cretinos são tão malandros, que mudaram o nome do usado para "semi-novo". Tipo a Caroline Miranda, na fase "semi-virgem", sabe?
Os arrombados voltam o hodômetro, sabem que o carro está cheio de massa de funilaria e enganam os mais bobos com conversa mole, camisas da Colombo e perfumes piratas.
Aliás, fica a dica: quando vir um pobre de terno e perfumado, fuja. Ele vai querer te vender um carro, um seguro ou um plano de celular. Em todos os casos, está querendo te passar a perna pra subir na vida.
Cavocando ainda mais, encontramos outro grupo de ladrões desse filo: os vendedores de acessórios. Esses lugares que instalam insulfilm, engate, som, só tem picareta. São tão qualificados quanto entregadores de água mineral, mas em vez de água de torneira, vendem quinquilharias e pedras de crack. Tenho certeza.
Não preciso te lembrar dos mecânicos, né? Você já sabe que quando seu carro quebra, o prejuízo será muito maior que o que deveria, afinal o cara vai inventar um monte de problemas que seu carro não tem. E se bobear, vai trocar peças boas por quebradas, pra você ter que voltar lá em breve.
A turma das seguradoras então nem se fala. Você paga uma fortuna pelo seguro, a franquia é sempre uma bica e eles nunca cobrem nada. Peritos, corretores, enfim... só tem desgraçado.
A essa altura, sei que você não quer nem ler sobre donos de auto-escolas, marronzinhos da CET, os vagabundos do Detran e por aí vai. Todos ladrões, mal-intencionados e vivem as custas das leis nojentas que regem o patropi.
Sei, meus amigos, que é preciso ter um carro no Brasil. Apesar de tudo que falei, não gostaria de ver nenhum de vocês andando de ônibus ou metrô. Mas sempre desconfiem daquele babaca que adora carros. Se ele perguntar quantos cavalos tem o seu motor, jogue-o na frente de um ônibus. Livre-se de todos seus amigos que lêem a Quatro Rodas. E segundo nossa Jihad automotiva, jamais dê para seu filho um carrinho de brinquedo. A gente nunca sabe quem são os filhos da puta em potencial.
O que as pessoas não se dão conta é de que os maiores ladrôes da sociedade não estão no Congresso. Nem nas favelas. Muito menos nos presídios, é claro. Os maiores bandidos do Brasil estão na indústria de automóveis.
Não estou falando de fabricantes de veículos, mas sim de tudo que os rodeia.
Tem maior bando de vagabundos do que os sindicalistas do setor? Basta lembrar que nosso presidente butequeiro vem de lá. São piqueteiros, agitadores que sonham em se eleger vereadores por Diadema - a Teerã brasileira.
Tão nojentos quanto eles são as pessoas de concessionárias. Eles sabem a merda que estão vendendo, mas ainda assim, gostam de iludir os compradores incautos falando maravilhas sobre a merda sobre rodas que vendem lá.
Existe um sub-grupo pior ainda: os vendedores de carros usados. Se você vir um vendedor de carro usado, faça um favor a sociedade e mate o desgraçado. Tenho quase certeza que ninguém te prenderá por isso (mas não me responsabilizo). Os cretinos são tão malandros, que mudaram o nome do usado para "semi-novo". Tipo a Caroline Miranda, na fase "semi-virgem", sabe?
Os arrombados voltam o hodômetro, sabem que o carro está cheio de massa de funilaria e enganam os mais bobos com conversa mole, camisas da Colombo e perfumes piratas.
Aliás, fica a dica: quando vir um pobre de terno e perfumado, fuja. Ele vai querer te vender um carro, um seguro ou um plano de celular. Em todos os casos, está querendo te passar a perna pra subir na vida.
Cavocando ainda mais, encontramos outro grupo de ladrões desse filo: os vendedores de acessórios. Esses lugares que instalam insulfilm, engate, som, só tem picareta. São tão qualificados quanto entregadores de água mineral, mas em vez de água de torneira, vendem quinquilharias e pedras de crack. Tenho certeza.
Não preciso te lembrar dos mecânicos, né? Você já sabe que quando seu carro quebra, o prejuízo será muito maior que o que deveria, afinal o cara vai inventar um monte de problemas que seu carro não tem. E se bobear, vai trocar peças boas por quebradas, pra você ter que voltar lá em breve.
A turma das seguradoras então nem se fala. Você paga uma fortuna pelo seguro, a franquia é sempre uma bica e eles nunca cobrem nada. Peritos, corretores, enfim... só tem desgraçado.
A essa altura, sei que você não quer nem ler sobre donos de auto-escolas, marronzinhos da CET, os vagabundos do Detran e por aí vai. Todos ladrões, mal-intencionados e vivem as custas das leis nojentas que regem o patropi.
Sei, meus amigos, que é preciso ter um carro no Brasil. Apesar de tudo que falei, não gostaria de ver nenhum de vocês andando de ônibus ou metrô. Mas sempre desconfiem daquele babaca que adora carros. Se ele perguntar quantos cavalos tem o seu motor, jogue-o na frente de um ônibus. Livre-se de todos seus amigos que lêem a Quatro Rodas. E segundo nossa Jihad automotiva, jamais dê para seu filho um carrinho de brinquedo. A gente nunca sabe quem são os filhos da puta em potencial.
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Educação Moral e Cívica
26.5.09
Ray-Bayano
Inspirado em seus filhos que brincavam de andar pela casa com duas frigideiras no lugar dos olhos, brincando de ET de Varginha, algum designer espertão criou o melhor aliado das mulheres feias desde a invenção da tequila: os óculos escuros gigantes.
A moda começou no final dos anos 80: como nos aproximávamos do ano 2000 e ainda não tínhamos carros voadores e teletransporte, a indústria da moda resolveu investir numa moda futurista, que faria Judy Jetson morrer de vergonha da humanidade.
Adotados por Bono, na época de seu single The Fly, os óculos gigantes ganharam o mundo rapidamente. O sucesso retumbou forte pelo planeta e até mesmo o sempre oportunista 1406 lançou o Ambervision, que permitia olhar diretamente para o Sol e para a Marisa Orth sem ficar cego ou eunuco.
Os homens prontamente rejeitaram a moda, deixando apenas Wilson Sideral passar vergonha. E nem sabemos se ele é tão homem assim.
Já as mulheres adoraram. Essas verdadeiras máscaras com proteção UVA serviram de Photoshop natural para várias delas.
Muitas usam para cobrir seus olhos vermelhos ao mesmo tempo que diminuem seu nariz e cobrem seu vergonhoso buço. Outras capricham na malhação da bunda, na calça apertada e tapam a cara, que é simplesmente toda errada.
Por isso meu amigo, quando vir aquela delicinha na calçada com seu big óculos, desconfie, pois uma coisa que as mulheres aprendem desde cedo é mostrar seus atributos e esconder os seus defeitos.
A moda começou no final dos anos 80: como nos aproximávamos do ano 2000 e ainda não tínhamos carros voadores e teletransporte, a indústria da moda resolveu investir numa moda futurista, que faria Judy Jetson morrer de vergonha da humanidade.
Adotados por Bono, na época de seu single The Fly, os óculos gigantes ganharam o mundo rapidamente. O sucesso retumbou forte pelo planeta e até mesmo o sempre oportunista 1406 lançou o Ambervision, que permitia olhar diretamente para o Sol e para a Marisa Orth sem ficar cego ou eunuco.
Os homens prontamente rejeitaram a moda, deixando apenas Wilson Sideral passar vergonha. E nem sabemos se ele é tão homem assim.
Já as mulheres adoraram. Essas verdadeiras máscaras com proteção UVA serviram de Photoshop natural para várias delas.
Muitas usam para cobrir seus olhos vermelhos ao mesmo tempo que diminuem seu nariz e cobrem seu vergonhoso buço. Outras capricham na malhação da bunda, na calça apertada e tapam a cara, que é simplesmente toda errada.
Por isso meu amigo, quando vir aquela delicinha na calçada com seu big óculos, desconfie, pois uma coisa que as mulheres aprendem desde cedo é mostrar seus atributos e esconder os seus defeitos.
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Educação Moral e Cívica
21.5.09
O Evangelho Segundo Sao Valongo
Algumas pessoas são sortudas, outras azaradas, isso é algo natural. Porém algumas são extremamente rabudas e outras extremamente cagadas. Me considero um exemplar espécime da segunda categoria.
Embasbacado pela minha constante enorme falta de sorte, pesquisei intensivamente sobre o assunto e cheguei a uma figura que, se eu acreditasse em vidas passadas, diria que foi minha primeira encarnação na Terra. Estou falando de São Valongo.
Nascido no séc.XVI em Portugal (deve ser por isso que a Lusa é sempre prejudicada), Valongo era um jovem muito bondoso e prestativo. Sempre ajudava os mais necessitados com tarefas e conselhos: ajudava a construir suas casas, orientava-os em sua educação e fazia pequenas tarefas domésticas.
Certa feita, Valongo pegou uma gripe muito forte e não pôde ajudar uma velha maldita do vilarejo a plantar uma figueira. Como toda pessoa mal-acostumada, a velha, que já havia sido ajudada muitas vezes por Valongo, ficou raivosa e lhe jogou uma maldição: a partir daquele momento, as pessoas não o procurariam mais por ajuda, pois tudo que fizesse iria para o vinagre.
Dito e feito, Valongo se curou de sua moléstia e voltou a sua rotina. Ao ajudar um vizinho a levantar um muro, machucou sua hábil mão direita com um prego enferrujado e foi obrigado a desempenhar suas tarefas com a mão canhota.
Como um Midas do Mundo Bizarro, tudo o que tocava virava merda. A horta que plantou para uma família carente foi devastada por uma praga. O mendigo para o qual deu um pão morreu de difteria. Seu calçados lhe davam bolhas nos pés.
Após longa vida de desgraças, Valongo morreu num sábado a noite e teve que esperar até terça para ser enterrado, pois no domingo a funerária estava fechada e segunda era feriado.
Séculos se passaram e seu legado ficou. São Valongo, como é conhecido por seus poucos seguidores, deixou ensinamentos que nunca deram certo.
Durante toda vida, comprei centenas de coisas que vieram quebradas. Teve também as que quebraram uma semana depois do final da garantia. Meus carros sempre deram intermináveis problemas. Sempre tive vizinhos barulhentos e cretinos. No trabalho, todo dia tinha abacaxi pra descascar. Minhas namoradas sempre embuxavam ou queriam ter filhos. Foi quando resolvi minimizar o problema e não fazer mais nada da vida. Peguei o dinheiro que me sobrou (a crise do subprime estourou uma semana depois de eu ter entrado na Bolsa) e resolvi morar fora do Brasil, numa cidade pequena e agradavel.
Passei por dezenas de resorts e hotéis. Sempre tinha um problema: o quarto tinha infiltração, a cama tinha percevejos, o ar condicionado quebrava, a água me dava alergia, etc e tal.
Cheguei na Pousada Acapulco, após muita pesquisa. No dia que cheguei, estourou a caixa d'água daqui e ficamos 4 dias sem água. Mas de lá pra cá, tudo vinha correndo bem, afinal me tornei um cara sem exigências e demandas.
Semana passada, esqueci de meu passado secular e comprei de presente de aniversário para meu amigo Reizola uma linda TV LCD de 70".
Claro que a TV chegou quebrada. Pedi a troca e deu tudo certo... até o dia seguinte, quando a TV quebrou de novo. Acabei de pedir mais uma troca e vamos ver o que dá.
Nesse meio tempo perdi o amigo, pois Reizola deu embora sua TV antiga e já está há 10 dias sem assistir Tom & Jerry, seu desenho preferido.
Embasbacado pela minha constante enorme falta de sorte, pesquisei intensivamente sobre o assunto e cheguei a uma figura que, se eu acreditasse em vidas passadas, diria que foi minha primeira encarnação na Terra. Estou falando de São Valongo.
Nascido no séc.XVI em Portugal (deve ser por isso que a Lusa é sempre prejudicada), Valongo era um jovem muito bondoso e prestativo. Sempre ajudava os mais necessitados com tarefas e conselhos: ajudava a construir suas casas, orientava-os em sua educação e fazia pequenas tarefas domésticas.
Certa feita, Valongo pegou uma gripe muito forte e não pôde ajudar uma velha maldita do vilarejo a plantar uma figueira. Como toda pessoa mal-acostumada, a velha, que já havia sido ajudada muitas vezes por Valongo, ficou raivosa e lhe jogou uma maldição: a partir daquele momento, as pessoas não o procurariam mais por ajuda, pois tudo que fizesse iria para o vinagre.
Dito e feito, Valongo se curou de sua moléstia e voltou a sua rotina. Ao ajudar um vizinho a levantar um muro, machucou sua hábil mão direita com um prego enferrujado e foi obrigado a desempenhar suas tarefas com a mão canhota.
Como um Midas do Mundo Bizarro, tudo o que tocava virava merda. A horta que plantou para uma família carente foi devastada por uma praga. O mendigo para o qual deu um pão morreu de difteria. Seu calçados lhe davam bolhas nos pés.
Após longa vida de desgraças, Valongo morreu num sábado a noite e teve que esperar até terça para ser enterrado, pois no domingo a funerária estava fechada e segunda era feriado.
Séculos se passaram e seu legado ficou. São Valongo, como é conhecido por seus poucos seguidores, deixou ensinamentos que nunca deram certo.
Durante toda vida, comprei centenas de coisas que vieram quebradas. Teve também as que quebraram uma semana depois do final da garantia. Meus carros sempre deram intermináveis problemas. Sempre tive vizinhos barulhentos e cretinos. No trabalho, todo dia tinha abacaxi pra descascar. Minhas namoradas sempre embuxavam ou queriam ter filhos. Foi quando resolvi minimizar o problema e não fazer mais nada da vida. Peguei o dinheiro que me sobrou (a crise do subprime estourou uma semana depois de eu ter entrado na Bolsa) e resolvi morar fora do Brasil, numa cidade pequena e agradavel.
Passei por dezenas de resorts e hotéis. Sempre tinha um problema: o quarto tinha infiltração, a cama tinha percevejos, o ar condicionado quebrava, a água me dava alergia, etc e tal.
Cheguei na Pousada Acapulco, após muita pesquisa. No dia que cheguei, estourou a caixa d'água daqui e ficamos 4 dias sem água. Mas de lá pra cá, tudo vinha correndo bem, afinal me tornei um cara sem exigências e demandas.
Semana passada, esqueci de meu passado secular e comprei de presente de aniversário para meu amigo Reizola uma linda TV LCD de 70".
Claro que a TV chegou quebrada. Pedi a troca e deu tudo certo... até o dia seguinte, quando a TV quebrou de novo. Acabei de pedir mais uma troca e vamos ver o que dá.
Nesse meio tempo perdi o amigo, pois Reizola deu embora sua TV antiga e já está há 10 dias sem assistir Tom & Jerry, seu desenho preferido.
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